Por que Ayrton Senna foi o último grande piloto que teve a Fórmula 1

login / outubro 23, 2019

O automobilismo mundial sofreu um duro golpe no coração daquele 1º de maio de 1994. Em Imola, um dos circuitos mais tradicionais da Fórmula 1 durante as décadas de 80 e 90, Ayrton Senna correu a última corrida de sua carreira laureada. Para muitos, naquele dia, provocou uma marca profunda no que seria o futuro da categoria mais famosa.

Protagonista de uma das épocas douradas da Fórmula 1, a morte de Senna no autódromo Enzo e Dino Ferrari, definiu-se uma linha bem marcada, no que foi um antes e depois em referência à relação piloto-auto, que depois da morte de Ayrton viu transformada a sua classificação, onde o veículo se tornou mais importante do que o ser humano que o leva.

Se você de histórias e matérias sobre o mundo automobilístico, não deve deixar de conhecer o site www.tabelafipe.inf.br que sempre tem noticias atualizadas sobre carros, motores e muito mais.

“Ayrton Senna foi o último dos grandes pilotos ativos que conduziram automóveis passivos, tornando-se a F1, a partir desse momento, em um esporte onde o automóvel se tornou o grande elemento ativo do sistema e os pilotos passaram a ser o elemento passivo”, analisou Enrique Scalabroni para Barreto.

Na Williams, equipe que foi fundado em 1977, Scalabroni contribuiu com uma parte substancial do projeto da caixa de velocidades sequencial de seis velocidades, em que a marca foi pioneira em corridas da categoria máxima do automobilismo mundial. Como líder de projeto, e sob a direção de Patrick Head, um dos fundadores, d. Henrique foi membro-chave para alcançar o desenvolvimento dos carros movidos pela Honda FW11 e FW11B, que em 1986 e 1987, venceu o Campeonato Mundial de Construtores (título por marcas, a que se somam os pontos que começam cada auto de um equipamento ao longo de toda a temporada).

“Senna deixou traçada essa importante marca divisória, onde depois dele, nenhum dos pilotos que o sucederam foram o principal fator no desporto automóvel. Ele foi o último piloto que superou muito o automóvel”, comentou Scalabroni.

Ayrton Senna e Alain Prost foram companheiros de equipe na McLaren e definiram os títulos de 1989, 1990 e 1991, com polêmica

Ayrton Senna e Alain Prost foram companheiros de equipe na McLaren e definiram os títulos de 1989, 1990 e 1991, com polêmica

Após a era que dominaram Alain Prost, quatro vezes campeão do mundo, em 1985, 1986, 1989 e 1993) e o próprio Senna (ficou com as definições em 1988, 1990 e 1991), a começar, talvez, a maior rivalidade da história da categoria, para Scalabroni, não há pilotos que nos últimos 25 anos tenham estado à altura do brasileiro.

“Existem bons exemplos de pilotos que foram grandes vencedores, mas quando mudaram de equipamento e de veículo, nunca mais conseguiram repetir seus resultados. Assim, são os casos de Fernando Alonso na Renault e McLaren, de Michael Schumacher na Ferrari e Mercedes, Sebastian Vettel na Red Bull e Ferrari, e outros pilotos, mas em sentido oposto, como Valtteri Bottas e Lewis Hamilton, que na Mercedes com o super-poderoso PU (unidades de potência) podem superar os seus rivais sem tanto esforço, como exigiam os carros de seus equipamentos anteriores”, disse o engenheiro argentino, que também trabalhou na F1, Ferrari e Lotus na década de 90.

Apesar de ter ficado em quinto lugar na tabela histórico de mais vitórias em Grandes Prémios de Fórmula 1 (somou 41 vitórias em 161 competências), a década que protagonizou Senna na categoria, entre 1984 e 1994, ficou na história. Sua capacidade condutora, para muitos o melhor piloto que já vi em corridas com piso molhado, deixaram um selo indelével na história.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *