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08 de fevereiro de 2012

Sua Vez/Luiz Carlos Amorim

Luiz Carlos Amorim: Fachada e a língua do Brasil

Publicado em 14/08/2010, às 15h47
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Luiz Carlos Amorim

Tenho ouvido declarações do nosso presidente sobre alguns assuntos atuais, como o atraso das obras para a copa de 2014, o pré-sal e outros, na mídia, e fico cada vez mais surpreso de constatar como ele é inteligente, sutil, sóbrio, um gênio. E pior, ainda diz que “se algumas pessoas ficassem de boca calada, não diriam tanta besteira”. Não é de chorar? Como é que deixam ele falar de improviso?

Com uma empáfia de quem está criando grandes máximas, ele fala como um peão, como uma pessoa com um mínimo de instrução. Por que será, não é? E pensar que votei nele, no primeiro mandato.

O país está sucumbindo, com a educação cada vez pior, sem segurança, com a saúde falida, mas para ele o Brasil está ótimo, nunca esteve tão bem, tanto que agora está preocupado com as palmadas nas crianças brasileiras, tão educadas com o ótimo sistema de ensino que mudou, no governo dele, para muito, muito, muito melhor: existem alunos de terceiro ano do primeiro grau que não sabem ler ou escrever. Nunca houve tanta corrupção e impunidade como neste governo, mas o presidente está convicto de que tudo vai de vento em popa. Ele tem se aproximado dos piores líderes pelo mundo e acha que isso é uma grande façanha.

O que esse senhor tem tido é sorte, porque o povo brasileiro é um povo trabalhador e guerreiro e tem carregado o país nas costas, apesar do fato de que são os políticos que dão o pior exemplo.

São eles que dilapidam o dinheiro público, que é composto da enorme carga de impostos que pagamos, apesar de ganharem imensos salários, totalmente fora da realidade de nosso país, além de uma quantidade enorme de privilégios.

Lula está em final de mandato e, ao invés de se preocupar em resolver problemas como a falência da saúde, da educação e da segurança brasileiras, que não foram resolvidos durante os oito anos de “governo”, enveredou pela campanha, deveras edificante, contra a palmada, pela oferta de asilo à mulher condenada no Irã, melindrando o ditador daquele país, tão seu amiguinho, oferece “adiantamento do 13º aos aposentados, para conseguir votos para Dilma, e por aí afora.

E também dedica seu empenho total à preparação da copa de 2014, quando até aqui, como governante que deveria apoiar um grande evento privado como o Mundial, não havia feito nada para que as obras para dar estrutura ao país para receber tão grande acontecimento, ao menos tivessem começado. Por que será que deixaram as obras atrasarem e, de repente, baixa-se uma medida provisória para dispensar licitação das construções e reformas necessárias à copa em várias capitais brasileiras? Coincidência, não é?

Nós, que vamos pagar a conta, já pensamos que os rios de dinheiro que correrão para fora dos cofres públicos serão maiores do que tínhamos imaginado? Sem licitações, o trem da alegria começa onde terminam os atrasos. E os impostos que pagamos é que cobrem tudo.

Campanha cara, essa da candidata do presidente. Feita às custas de promessas de obras e destinação de recursos para aeroportos, estádios, etc., para ganhar votos para dona Dilma.

Esperaram para usar a liberação de verbas na véspera da eleição, para angariar votos para a candidata. Isso não é usar a máquina do governo para chegar ao poder?
Isto é Brasil. Está na hora de pensarmos melhor quando votarmos. Escolher melhor, analisar melhor cada candidato, saber da sua ficha, da sua vida. E se não houver em quem votar, anular o voto, pois é a única maneira de mostrar que não estamos satisfeitos com o que está acontecendo.

Luiz Carlos Amorim – Escritor – http://luizcarlosamorim.blogspot.com


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