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10 de fevereiro de 2012

Mundo/Chacina do México

Corpos de vítimas de chacina serão transportados ainda hoje para capital do México

Publicado em 30/08/2010, às 18h08
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Os corpos dos 72 imigrantes vítimas da chacina na fronteira do México com os Estados Unidos serão transportados, ainda hoje (30), para a capital mexicana - a Cidade do México. Por enquanto, 31 corpos foram identificados. Do Brasil, apenas o corpo de Juliard Aires Fernandes, de 20 anos, foi identificado entre as vítimas. Os documentos de Hermínio Cardoso dos Santos, de 24 anos, foram encontrados, mas o seu corpo ainda não foi identificado.

As informações são da assessoria de imprensa do Ministério das Relações Exteriores do Brasil. A partir de hoje também o comando geral das operações ficará a cargo da Procuradoria-Geral de Justiça do México e não mais em parceria com o Departamento Fiscal e de Justiça de Tamaulipas, estado onde ocorreu o crime há cerca de uma semana.

Das 72 vítimas, 41 ainda aguardam identificação. Dos corpos já identificados, 14 são de hondurenhos, 12 são de El Salvador e quatro da Guatemala. De acordo com a principal testemunha do massacre, os 58 homens e as 14 mulheres viajavam a caminho dos Estados Unidos quando foram sequestrados pelo grupo de criminosos e mortos a tiros. Eles haviam se recusado a trabalhar para os sequestradores.

As vítimas foram amordaçadas, tiveram mãos e pés amarrados, além dos olhos vendados antes do assassinato. Todas foram colocadas de costas para as paredes. Os corpos foram encontrados em uma fazenda, próxima à cidade de San Fernando. O local é considerado um dos mais perigosos no México.

A partir da chacina vários crimes foram registrados na região. Desde a última quarta-feira (25), o agente da Promotoria Roberto Suareza, que comandava as investigações sobre o massacre, está desaparecido. Entre as autoridades mexicanas há receio de que ele também tenha sido assassinado. Dois prefeitos de cidades, do estado de Tamaulipas, foram mortos.

Para as autoridades mexicanas, os crimes estão diretamente relacionados com a ação dos cartéis do tráfico de drogas e pessoas que atuam na região. A Secretaria Nacional de Segurança do México informou que Eduardo Rico Pérez foi indiciado e instaurado processo por “medida cautelar”. Pérez é apontado como um dos envolvidos no assassinato dos imigrantes.

Agência Brasil


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