Mais uma escola de Natal foi interditada pelo Corpo de Bombeiros. Situada na Rua Limoeiro do Norte, no conjunto Panatis, bairro Potengi, na Zona Norte de Natal, a Escola Estadual Professor Josino Macedo está interditada pelo Corpo de Bombeiros, desde o dia 18 deste mês devido a problemas na estrutura física que ameaçam a segurança física dos 1.370 alunos dos ensinos fundamental e médio que estão sem aula. Os maiores problemas são o muro da escola, a estrutura da caixa d'água e rede de distribuição de energia elétrica. A Secretaria Estadual de Educação (Seec), informou que a escola será reformada e receberá o programa Brasil Profissionalizado.
Segundo o laudo expedido pelo Serviço Técnico de Engenharia do Corpo de Bombeiros, toda a estrutura de muro da escola encontra-se comprometida, com rachaduras e inclinação para o lado interno do prédio, com possível risco de desabamento, em um local onde os alunos circulam normalmente. Foram constatados problemas na estrutura de sustentação do reservatório de água que se situa acima de duas salas de aula, com rachaduras nos pilares e na laje de sua base. O laudo do CB conclui que "há a necessidade de reforma em toda a edificação, em caráter de urgência, pois fornece riscos de prejuízos materiais e humanos".
Há 14 anos sem passar por reformas, a escola ainda enfrenta outros problemas verificados pela reportagem com relação à rede de distribuição de energia elétrica, a começar pelo poste que recebe a fiação e distribui para as caixa de luz que está totalmente danificado e com ferragens expostas correndo o perigo de desabar a qualquer momento. As 12 salas de aula do estabelecimento estão com janelas quebradas, as paredes da biblioteca e do grêmio estudantil comprometidas e há um grande terreno ocioso, que pode ser um abrigo perfeito para repteis e insetos, devido a escola ter dificuldades em manter limpo.
Segundo a diretora Maria Betânia Silva de Azevedo Santos, logo após a interdição da escola por parte do Corpo de Bombeiros, reuniu-se com o Conselho Escolar e pais de alunos, quando optaram pela interrupção das aulas até a Secretaria Estadual de Educação se pronunciar. Semana passada, ela recebeu a visita de uma equipe de engenheiros da Seec, mas não lhe deram nenhum retorno sobre uma solução emergencial para o problema.
Quanto ao terreno ocioso, ela reivindica um projeto de Educação Ecológica a ser implantado em parceria com o Idema que levaria para o local uma estrutura de gestão ambiental com instalação de minhocário e tanques para criação de peixes, possibilitando ainda o cultivo e produção de plantas medicinais e frutíferas.