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10 de fevereiro de 2012

Mundo/Vaticano

Vaticano diz interceder por iraniana condenada à morte

Publicado em 05/09/2010, às 14h42
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Vaticano diz interceder por iraniana condenada à morte

Foto: AP

A iraniana Sakineh Mohammadi Ashtiani, cuja pena de morte por apedrejamento está sendo revisada pelo Irã

O Vaticano recordou neste domingo (5) que é contrário à pena de morte, ao comentar o caso da sentença de apedrejamento da iraniana Sakineh Mohammadi Ashtiani, e afirmou que intercede ante as autoridades do Irã pelos "canais diplomáticos" e não publicamente.

"A Santa Sé acompanha este caso com atenção e envolvimento", declarou o porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, em uma resposta às perguntas dos jornalistas enviada à imprensa neste domingo.

"A posição da Igreja, contrária à pena de morte, é conhecida, e o apedrejamento é uma forma particularmente brutal", completou.

"No entanto, a intervenção da Santa Sé sobre as questões humanitárias ante autoridades de outros países acontece habitualmente não de forma pública, e sim através dos canais diplomáticos", explicou.

De fato, o Papa Bento XVI não fez nenhuma referência ao tema neste domingo durante a benção do Angelus.

Sakineh Mohammadi Ashtiani, acusada de adultério e cumplicidade na morte do marido, foi condenada à morte por apedrejamento em 2006. A sentença provocou uma grande campanha internacional que pretende evitar a execução.

Chicotadas
No sábado, o filho de Sakineh Mohamadi Ashtiani afirmou que a mãe também foi condenada a receber 99 chicotadas.

A jornalista francoirananiana Armin Arefi conversou por telefone com Sajjad Mohamadi Ashtiani, filho da iraniana de 43 anos, e ele afirmou que Sakineh Ashtiani foi condenada a 99 chicotadas por ter "propagado a corrupção e a indecência", depois que teve uma fotografia publicada em um jornal britânico.

"O advogado de minha mãe, Hutan Kian, foi informado ontem por detentas da penitenciária que acabavam de ser libertadas", explicou Sajjad, que estava na cidade de Tabriz, noroeste do Irã.

"Ele entrou em contato com o juiz independente da penitenciária, que confirmou a pena".

O jornal britânico "Times" publicou na edição de 28 agosto a fotografia de uma mulher sem véu que apresentou como Ashtiani.

A foto era na realidade a de uma ativista política iraniana que mora na Suécia, segundo a jornalista. Na edição de sexta-feira, o Times pediu desculpas aos leitores e explicou que a imagem havia sido entregue por Mohamad Mostafaei, segundo advogado de Sakineh, que disse ter obtido a mesma do filho Sakineh. Mas Sajjad Ashtiani negou que fosse sua mãe.

France Presse


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