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18 de maio de 2012

Economia/dólar comercial

Dólar fecha em queda pelo terceiro dia seguido

Publicado em 02/02/2012, às 20h08
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O dólar comercial fechou em queda nesta quinta-feira (2) pelo terceiro dia seguido, pressionado pela perspectiva da entrada de grande volume de moeda estrangeira no país, por meio das emissões de bônus de empresas brasileiras no mercado internacional, principalmente a venda de US$ 7 bilhões em bônus da Petrobras.

A moeda norte-americana recuou 0,70%, a R$ 1,7218 para venda.

Na semana, o dólar acumula queda de cerca de 1%. Desde o início deste ano, a desvalorização é bem mais significativa e já chega a 7,85%.

A queda do dólar já faz o mercado trabalhar com a expectativa de uma intervenção do Banco Central no câmbio, por meio de leilões de compra da moeda ou de operações de swap cambial.

"O BC já sinalizou que o piso da cotação é R$ 1,70 e o volume de reservas do país é muito grande", observou o operador de câmbio da corretora Hencorp Comcorp Guilherme Mônaco.

Petrobras
A Petrobras confirmou na quarta-feira a emissão de US$ 7 bilhões em bônus no exterior com diferentes vencimentos, na maior oferta de dívida já feita por uma empresa brasileira. A demanda chegou a cerca de US$ 27 bilhões.

"Com certeza, esse é o principal fator para a queda do dólar hoje", disse o operador de uma corretora paulista, que prefere não se identificar. "Esse dinheiro [da emissão da Petrobras] deve entrar até o dia 6 e o pessoal já está se antecipando", afirmou. De acordo com esse operador, a emissão da Petrobras fez o dólar no mercado interno se descolar da tendência no exterior.

Em relação a uma cesta de moedas o dólar subia pouco, cerca de 0,05%. "O real foi uma das moedas que mais se valorizou diante do dólar hoje", afirmou Mônaco.

Estados Unidos
Ele lembrou que a entrada de recursos estrangeiros no país tem sido forte desde o começo do ano e nesta quinta, além do anúncio da operação da Petrobras, ganhou também a ajuda do bom humor dos mercados internacionais, estimulados pelos indicadores econômicos dos Estados Unidos.

Os pedidos iniciais para auxílio-desemprego nos EUA recuaram em 12 mil, para um número com ajuste sazonal de 367 mil.

Por outro lado, a produtividade do país veio ligeiramento abaixo das previsões. O crescimento da produtividade fora do setor agrícola desacelerou no quarto trimestre de 2011 para uma taxa anual de 0,7%. Analistas esperavam crescimento de 0,8%.

G1


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