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18 de maio de 2012

Economia/valorização

Dólar tem quarto dia seguido de queda e recua mais de 1% na semana

Publicado em 03/02/2012, às 20h23
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Depois de operar com valorização no começo do dia, o dólar comercial conseguiu garantir a quarta queda seguida nesta sexta-feira (3), ampliando a baixa acumulada no ano a mais de 8%, até o momento.

A moeda norte-americana recuou 0,27% nesta sexta, a R$ 1,7171 para venda. Este é o menor patamar de encerramento desde o dia 31 de outubro, quando a taxa de câmbio ficou em R$ 1,7026.

Na semana, apesar de ter caído em quatro dos cinco dias, a queda acumulada não é muito alta, porque foram desvalorizações pequenas em cada pregão. No período, o dólar recua 1,24%. No ano, contudo, a moeda dos Estados Unidos já tem queda acumulada de 8,10%.

Intervenção do BC
Nesta sexta-feira, o Banco Central anunciou um leilão de compra de dólares a termo pela primeira vez este ano, semelhante à compra de moeda no mercado à vista. A diferença se dá na data de liquidação: as compras a termo têm liquidação futura, definida no momento do anúncio, enquanto as aquisições à vista são fechadas em dois dias úteis.

Um ação do BC no mercado era esperada pelos agentes econômicos, já que a moeda norte-americana tem se desvalorizado muito nas últimas semanas.

A liquidação da operação desta sexta-feira ocorrerá em 20 de março de 2012 e o BC definiu como taxa de corte de R$ 1,7383. Foi a primeira operação desse tipo desde o dia 26 de julho de 2011.

Após a operação do BC, o dólar chegou a subir, mas a cotação ficou volátil após a divulgação de dados melhores do que o esperado sobre o mercado de trabalho nos Estados Unidos. A economia norte-americana registrou a maior geração de empregos dos últimos nove meses em janeiro e a taxa de desemprego do país caiu a 8,3%, o menor patamar em quase três anos, segundo informou o Departamento de Trabalho do país.

Para alguns profissionais do mercado, o BC pode precisar ser mais incisivo se quer mesmo manter a taxa de câmbio acima do patamar de R$ 1,70, considerado um "piso informal" para a cotação. A perspectiva de novas entradas de recursos estrangeiros diante da recuperação do apetite por risco internacional favorece um dólar mais enfraquecido.

"O dólar vai continuar pressionado, porque o momento é de otimismo", disse o gerente de câmbio da SLW Corretora, Pedro Galdi. Ele apontou, como sinal da forte entrada de recursos estrangeiros no Brasil, o giro financeiro elevado que a Bovespa vem apresentando nos últimos dias.

"Os investidores vão aplicar o dinheiro nos países emergentes e o Brasil, com renda fixa elevada e bolsa subvalorizada, é um destino privilegiado", afirmou Galdi

Segundo dados do BC, até o dia 27 passado, as entradas líquidas de dólares no país estavam em US$ 6,5 bilhões em janeiro, já a maior cifra desde setembro fechado, quando o superávit havia ficado em US$ 8,484 bilhões.

O governo sabe que o país continuará recebendo fortes fluxos cambais. Isso porque, entre outros, o Federal Reserve (banco central dos EUA) anunciou, na semana passada, que vai manter as taxas de juros em níveis "excepcionalmente baixas" pelo menos até o final de 2014.

Isso torna as aplicações no Brasil bem mais atraentes, mesmo com possíveis barreiras tributárias maiores. Hoje, a taxa básica de juros do Brasil está em 10,5% ao ano, uma das mais elevadas do mundo e que serve de referência para remuneração de algumas aplicações.

No final de julho passado, um dia depois de o BC realizar seu última leilão a termo do ano passado, o governo anunciou uma taxação sobre as exposições em derivativos cambiais, feitas tanto por instituições financeiras quanto pessoas físicas, em um esforço para reduzir as apostas contra o dólar e conter a valorização do real. Naquele momento, o dólar estava cotado próximo a R$ 1,55.

G1


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