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21 de maio de 2012

Economia/dólar comercial

Dólar fecha em leve alta nesta quinta-feira

Publicado em 09/02/2012, às 18h48
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O dólar comercial fechou em leve alta nesta quinta-feira (9), vendido a R$ 1,7212, valorização de 0,20%. O pregão foi morno no mercado de câmbio, com os vendedores receosos em abrir posição em função da possibilidade de novas atuações do Banco Central (BC).

Nesta semana, a moeda norte-americana tem alta acumulada de 0,24%. No mês, contudo, o dólar cai 1,48% até o momento e, no ano, a desvalorização é de 7,88%.

Apesar de não ter atuado no mercado nesta quinta, os operadores mantém a expectativa de que o Banco Central poderá voltar à cena a qualquer momento.

"Acabou o câmbio livre", sentenciou o diretor de câmbio da Pioneer Corretora, João Medeiros, para quem o BC pode decidir realizar uma intervenção antes se a cotação cair para o "piso informal" de R$ 1,70. Ele considera que o BC pode entrar no mercado com o dólar em torno de R$ 1,7120.

Desde a última sexta-feira, o BC já realizou dois leilões de compra de dólares a termo e um leilão de compra no mercado à vista. A operação mais recente foi o leilão a termo realizado nesta quarta-feira, com taxa de corte em R$ 1,7339 e liquidação em 21 de março.

Segundo Medeiros, a taxa de corte desse leilão sinaliza também a queda da Selic, hoje em 10,5% ao ano, para menos um dígito em abril. Isso porque, segundo ele, com uma taxa básica menor, a tendência seria de reduzir a entrada de dólares no país e, deste modo, valorizar a moeda norte-americana frente ao real.

No mercado de juros futuros, as projeções apontam para duas reduções de 0,5 ponto percentual na Selic, em março e abril, quando haverá reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. "Já tem gente achando que a Selic chegará a 8,5% no fim do ano", disse Medeiros.

Cenário externo
Apesar disso, o mercado sabe que o país continua recebendo um intenso fluxo de moeda estrangeira. Segundo o operador de uma corretora, que pediu para não ser identificado, o cenário externo mais ameno neste momento corrobora para pressionar a cotação do dólar para baixo, na medida em que aumenta o apetite por risco e aumenta o fluxo de dólares para o Brasil.

Nesta quinta, os líderes da Grécia anunciaram ter chegado a um acordo sobre reformas e medidas de austeridade para assegurar o resgate e evitar um calote desordenado, segundo afirmaram fontes do governo, horas antes de financiadores da Grécia se encontraram em Bruxelas.

Nos EUA, novos dados mostraram contínua recuperação na maior economia do mundo. O número de pedidos iniciais de auxílio-desemprego nos Estados Unidos caiu inesperadamente na semana passada, enquanto os estoques no atacado cresceram acima do esperado em dezembro, sugerindo que a economia pode ter tido um impulso maior que o estimado no quarto trimestre.

De acordo com dados do BC, somente em janeiro, o fluxo cambial ficou positivo em US$ 7,283 bilhões e, somente entre os dias 1º e 3 de fevereiro, o superávit já estava em US$ 3,794 bilhões.

G1


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