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22 de maio de 2012

Economia/intervenção

Dólar fecha em queda pelo segundo dia seguido, apesar de atuação do BC

Publicado em 08/02/2012, às 20h10
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A intervenção do Banco Central no mercado de câmbio não foi suficiente para segurar o dólar, que fechou em queda mais uma vez nesta quarta-feira (8), a exemplo do que aconteceu na véspera. A moeda norte-americana fechou a R$ 1,7178 para venda, desvalorização de 0,38%.

Com a alta da segunda-feira, puxada pelo leilão de compra de dólares no mercado à vista do BC, e duas quedas na sequência, o dólar garante leve valorização ao longo desta semana, de 0,04%, até o momento.

Em fevereiro, a moeda norte-americana tem queda acumulada de 1,68% e, no ano, a desvalorização já chega a 8,07%.

Nesta quarta-feira, o BC anunciou um leilão de compra de dólares a termo, o segundo desde que voltou a atuar no mercado, na semana passada. Essa foi a terceira intervenção da autoridade monetária em quatro dias.

Na sexta-feira, a autoridade monetária fez um leilão de compra de dólares no mercado a termo, na primeira intervenção do ano e a primeira do tipo desde julho do ano passado.

Na segunda, o BC fez um leilão de compra de dólares no mercado à vista pela primeira vez desde setembro. Nesse dia, o BC conseguiu interromper a trajetória de queda do dólar após quatro dias consecutivos de baixa, mas já na terça-feira a cotação voltou a declinar.

'Enxurrada de dólares'
"Houve época em que o BC entrava duas vezes por dia no mercado e as operações tinham maior impacto", disse o operador de câmbio da corretora Hencorp Comcorp Guilherme Mônaco. Ele observou que, devido ao forte ingresso de recursos, nem a Bovespa tem conseguido realizar lucros.

Também nesta quarta-feira, o BC informou que o Brasil registrou em janeiro o maior superávit cambial em quatro meses. No mês passado, o fluxo cambial – entrada e saída de moeda estrangeira do país – ficou positivo em US$ 7,283 bilhões, o maior desde setembro. Nos três primeiros dias de fevereiro, ingressaram no Brasil mais US$ 3,794 bilhões.

"Vamos continuar enfrentando os percalços de uma enxurrada de dólares", previu o gerente de câmbio da Treviso Corretora, Reginaldo Galhardo.

A atuação do BC no mercado a termo tem menos eficácia do que as operações à vista, observou Galhardo. Ao fazer essa opção, porém, o BC pode estar tentando impedir a montagem de posições vendidas no mercado futuro por parte dos estrangeiros, afirmou o gerente de câmbio.

No cenário externo, Mônaco, da corretora Cruzeiro do Sul, apontou a expectativa de um acordo para que a Grécia receba mais um pacote de ajuda externa e evite um calote desordenado de sua dívida. Apesar das dificuldades nas negociações, "o acordo deve vir positivo", disse Mônaco. Esse resultado tende a favorecer o fluxo de investimentos estrangeiros no Brasil, declarou.

G1


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