O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, disse hoje (8) que o governo está acompanhado “com preocupação” a greve dos policiais militares da Bahia, que hoje completou nove dias, mas que confia nas decisões do governador Jaques Wagner no encaminhamento das negociações.
“Está sendo tomado todo o cuidado, a presença do Exército, da Força Nacional, tudo está se fazendo com todo o respeito e diálogo. Demora, esse processo é sempre difícil, nós temos que ter paciência, temos que ter maturidade. Mas eu confio muito no espírito do governador Jaques Wagner, de seus assessores, que eles levarão a bom termo esse processo. Nós estamos acompanhando com preocupação e com muita confiança de que em um dado momento nós vamos conseguir resolver essa questão”, disse o ministro.
Por causa da greve, as aulas estão suspensas nas escolas públicas e privadas, em alguns bairros, lojas de eletrodomésticos, alvo preferido dos saqueadores, estão fechadas. O prédio da Assembleia Legislativa foi ocupado por grevistas na terça-feira (31). A segurança no estado está sendo reforçada por homens do Exército e da Força Nacional de Segurança.
Gilberto Carvalho disse que o governo está atento a informações de que o movimento grevista pode se espalhar por corporações policiais de outros estados. “Efetivamente, temos a informação de que no Rio, em Alagoas, em vários estados, há um movimento. Nós estamos acompanhando e temos que dar resposta pontual, não podemos ver fantasmas. Temos que ver os fatos tais quais eles estão acontecendo e tentar em cada lugar alertar os governos estaduais para esse processo que está havendo”, avaliou.
O ministro negou que o governo esteja desengavetando o projeto que cria regras para greves de servidores públicos, a chamada Lei de Greve, por causa da atual onda de paralisações e ameaças de policiais militares. A proposta prevê, por exemplo, que o governo seja avisado com antecedência mínima de 72 horas sobre paralisação de atividades "inadiáveis de interesse público". O projeto foi preparado pela Advocacia-Geral da União (AGU) em 2007, mas está parado na Casa Civil.
“Não temos nenhuma tramitação dentro do governo dessa questão. A compreensão que nós estamos tendo a partir de episódios como esse da Bahia, é que é preciso que a gente discuta com maturidade com o movimento sindical, do jeito que temos feito sempre, por meio de mesas de negociação, uma formatação do tipo de mobilização, que é justa, que é adequada que essas categorias pratiquem”, disse.
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